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História
Segundo dados colhidos de relatórios feitos pela
Universidade Tiradentes baseados no IBGE dos anos de
1991 a 1996 cedidos pela Secretaria Municipal de Educação,
Esporte, Cultura e Lazer de Nossa Senhora da Glória,
as terras em que hoje se erigiu o município teriam
pertencido, no início do século XVII,
a Tomé da Rocha Malheiros. O historiador Carvalho
Lima Júnior teria afirmado que uma sesmaria de
10 léguas, a partir da Serra Tabanga, estendendo-se
para o sertão, ter-se-ia tornado posse daquele
beneficiário.
À
medida que a economia pastoril se desenvolvia pelo sertão
sergipano, através da instalação
de currais de gado, o conseqüente processo de ocupação
espacial e modificação do meio para a
instalação de futuras comunidades foi,
pouco a pouco, devastando a mata de vegetação
muito alta e densa que cobria o solo daquela região.
Entretanto, por ser rota obrigatória para os
que vinham de outras regiões, antes de surgirem
as primeiras povoações, o local serviu
de ponto de descanso no qual pernoitavam os viajantes
que se dirigiam a Cotinguiba interessados na compra
de açúcar e jabá. Sua primeira
denominação, “Boca da Mata”,
segundo relatam os glorienses mais idosos, deu-se por
conta desses viajantes, pois tinham medo de seguir suas
rotas durante a noite e ali, na entrada da mata, dormiam.
Disso surgiu uma expressão que se tornou comum
entre eles: “dormir na boca da mata”. Daí
a origem da toponímia.
Os
ranchos que ali se fizeram por conta dessas estadas
dos tropeiros, durante as viagens, originaram o primeiro
núcleo habitacional. O surgimento do povoado
foi se dando entre terras, onde se começou uma
modesta atividade pecuária, e sítios,
onde se começava a plantar mandioca, milho, feijão
e algodão.
Em
1922, a lei nº 835 de 06 de fevereiro, constituiu
o então povoado “Boca da Mata” como
2º Distrito de Paz do município de Gararu.
A partir daí, sua denominação oficial
passou a ser Nossa Senhora da Glória. Em 26 de
Setembro de 1928, deu-se a Emancipação
Política do Município pela lei nº
1.014.
O
nome Nossa Senhora da Glória, segundo informam
as pessoas mais antigas do lugar, foi iniciativa do
Pe. Francisco Gonçalves Lima, seu primeiro capelão,
que trouxe a imagem da referida santa, consagrada então
padroeira do lugar, e o sino para a primeira capela.
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