12/06/2008 - 09h14 Tempos De Evangelização Qualquer pessoa mais atenta que olhar para o nosso mundo hoje perceberá sinais claros do clamor do mundo pela evangelização. O planeta Terra está gritando angustiando pela necessidade missionária da igreja. Se houve um momento na História onde a igreja precisou justificar sua necessidade, esse é a hora, esse é o momento da igreja. O mundo clama por uma palavra de esperança e somente Deus tem esta palavra.
Vejamos um breve cenário do mundo: terremoto na China mata cerca de 30 mil pessoas, em Mianmar os ventos e tornados fazem dezenas de milhares de vítimas, ameaça de tornado e furacão nos Estados Unidos, rebelião entre índios e proprietários de terra no norte do país, insurreição popular da população boliviana pela autonomia do estado de Santa Cruz de la Sierra, tragédias envolvendo famílias na Áustria, entre outros sinais.
Qual a características comum de todos estes eventos? Todos surgem ou acontecem de forma inesperada causando uma perplexidade popular, centenas de milhares de pessoas sem saber onde encontrar esperança. Mais do que a morte física é a morte da esperança, da dignidade, de uma história de vida.
Do que estas pessoas precisam? Talvez você diga que os desabrigados precisem de roupas, de ajuda humanitária, de médico e de abrigo, mas, será que é somente disso? E quem cura a dignidade ferida de pais de famílias que trabalharam suas vidas inteiras para sustentar suas famílias e agora se encontram dependentes de ajudas externas, sem previsão do amanhã? E quem irá reconstruir as histórias escondidas sob os escombros? E que ajuda humanitária poderá projetar a esperança perdida?
Embora saibamos das dificuldades das agências missionárias em penetrar nas áreas de refugiados ou em áreas devastadas, não percebemos as agências missionárias ou igrejas tão preocupadas quanto às agências missionárias. Talvez a dificuldade de penetração nestas áreas seja explicada pela provável apatia de nosso sistema missionário.
Lembremos de Moody quando do grande incêndio em Chicago quando o seu galpão, que funcionava como igreja foi incendiado e cercado por transeuntes curiosos. Um de seus auxiliares, percebendo o esforço quase inútil de Moody em apagar o incêndio, perguntou de que forma poderia ajudar e Moody lhe estendeu um pacote de folhetos de evangelismo e lhe disse para evangelizar as pessoas que ali estavam, pois aquela oportunidade era melhor que qualquer culto realizado.
Que passemos lamentar as tragédias, mas atrás destas cortinas enxergar oportunidades de evangelismo e estratégias missionárias para a igreja missionária.
24/04/2008 - 08h36 PEQUENOS MINISTÉRIOS: UMA AVALIAÇÃO “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” II Tm. 2:15
Está tendo início as comemorações dos cem anos da Assembléia de Deus no Brasil a ser comemorado no ano de 2011. O evento será marcado por congressos, encontros e muita festa. Se por um lado este é um momento de alegria para a igreja no Brasil também é um momento de preocupação, pois se de um lado temos uma igreja comemorando seu centenário e buscando um retorno às raízes, temos muitas pequenas igrejas que lutam para se manter, sem raízes e sem identidade.
Estive participando recentemente de um congresso de Teologia na Pontifícia Universidade Católica do Paraná, cujo tema era a migração e identidade religiosa e pude realizar uma palestra debatendo justamente os motivos que levam à migração religiosa dentro das próprias igrejas evangélicas. Essa migração pode acontecer por vários motivos, mas geralmente ocorrem por contradições administrativas e de hierarquia e muitos menos por questionamentos eclesiásticos e/ou teológicos.
Na sua maioria (sem querer generalizar) os líderes destes pequenos ministérios são pessoas que estavam em suas igrejas e por não terem oportunidades foram chamados por Deus para a missão de expandir a igreja na terra e de que forma? Abrindo seu próprio ministério.
Não tenho nada contra os pequenos ministérios, muitos por sinal muito bem administrados e estruturados, mas geralmente eles pecam ( e muitos ministérios grandes também) por não incentivar o ensino da boa palavra de Deus tornando-se uma Al Qaeda espiritual, dirigidos por líderes carismáticos sem base teológica ou administrativa.
Quer dizer que estes ministros não podem ser líderes de seus próprios ministérios? Certamente podem, mas é imprescindível o preparo tanto espiritual, como teológico e administrativo para estar à frente do povo de Deus. Se Moisés, Davi, Paulo e até Jesus Cristo se preparam para servir, por que estes homens iluminados não necessitariam?
Expandir a igreja nos alegra, mas desde que formemos adoradores e não terroristas espirituais. Pense nisso.
04/02/2008 - 23h07 ...CRESCEI E MULTIPLICAI-VOS..... É notório o avanço do crescimento dos evangélicos no Brasil nas últimas décadas. Dentro desta mobilidade religiosa o que mais impressiona é a capilaridade alcançada pelos evangélicos, alcançando não apenas as classes mais desfavoráveis da sociedade, como também tem chegado à elite do país. Não é mais novidade vermos artistas, jogadores de futebol e celebridades se declarando membros de igrejas evangélicas. O crescimento acelerado deste movimento faz pensarmos que o Brasil passa por um momento de evangelização em massa a todos os cantos do país.
No entanto, há duas formas de analisarmos este crescimento dos evangélicos, quantitativa ou qualitativamente. No aspecto quantitativo realmente o resultado foi surpreendente, pois abriram-se novas igrejas e ministérios e muitos lugares destinados antes a práticas imorais, como bingos ou cinemas pornográficos se tornaram igrejas, abrindo novos espaços para propagação do evangelho.
Todavia, esta alegria se transforma em preocupação quando analisamos o aspecto qualitativo, pois o evangelho tem sofrido uma metamorfose exegética que ora lembra rituais afro-brasileiros, ora relembra tradições católico-romanas e em outros momentos lembra palestras de consultores especializados em auto-ajuda, sem falar em cultos de libertação e exorcismo que lembram um misto dos melhores filmes de terror de Hollywood.
Quero frisar aqui que não sou contra a expulsão de demônios, mover do Espírito Santo ou sinais e maravilhas, no entanto, qual é a principal missão da igreja ??? Ir por todo o mundo e pregar o evangelho a toda a criatura, batizando os que crêem. Pode haver libertação, curas ou mover do Espírito Santo, mas se não houver a pregação da genuína palavra de Deus de nada adiantou o culto.
Devemos lembrar que expulsão de demônios, curas milagrosas ou manifestações espirituais são sinais que devem acompanhar os fiéis, não devendo viver em função deles. Não basta à igreja o simples crescimento, mas sim atentar a igreja para que o Espírito diz à Igreja.